segunda-feira, 24 de julho de 2017

Visto para Yonsei definirá as relações entre o Brasil e o Japão nos próximos 50 anos

Brasil e Japão
No ano que antecede o aniversário de 110 anos da imigração japonesa, um assunto que não quer calar é a liberação do visto para a quarta geração de descendentes de japoneses (Yonseis). Levando em consideração que o Japão passa por uma das maiores crises pós-guerra de falta de mão de obra. O índice de natalidade continua em declínio e uma imensa lacuna está se abrindo com o envelhecimento da população.

A crise econômica no Brasil, a violência, a falta de educação e saúde pública, são agravantes que faz o brasileiro que já viveu no Japão, buscar mais uma vez o país como rota de trabalho. Quem foi embora e perdeu o visto por algum motivo, hoje vive a dificuldade de conseguir o visto de trabalho e ainda lida com o impedimento de trazer os filhos considerados Yonseis, mesmo os que nasceram no Japão e regressaram ao Brasil, quando ainda eram crianças e hoje se encontram com maior de idade.

O visto para yonsei será o tema mais importante que definirá as relações entre o Brasil e o Japão nos próximos 50 anos. Em junho de 1990, o Departamento da Justiça do Japão modificou a Lei de Controle de Imigração, facilitando assim as condições de residência dos nissei e sansei.

Contudo, ainda há um problema a ser resolvido: o visto para yonsei. Mesmo os yonseis que estudaram em escolas japonesas e tiveram uma vida igual a de um japonês enfrentam o problema da possibilidade de perder o visto de residência quando atingem a maioridade.

Autoridades do Ministério das Relações Exteriores do Japão haviam explicado previamente que “caso as gerações de yonsei ou posteriores realizem os procedimentos adequadamente, eles poderão continuar vivendo no Japão”. Porém, segundo as empreiteiras e os próprios yonsei, a situação não é bem assim.

Por exemplo, há casos em que é necessário a aprovação dos pais para a atualização do visto de permanência no Japão. Entretanto, caso haja o afastamento dos pais devido a certas circunstâncias como brigas familiares, prisão ou falecimento do (a) pai (mãe) ou de ambos, há a possibilidade do visto não ser atualizado por causa da ausência da aprovação dos pais. Será que não seria necessária alguma medida para ajudar o problema familiar nessas situações?

Além disso, as gerações nascidas e criadas no Japão acabaram crescendo no país com a mentalidade de um japonês, mesmo com a diferença de nacionalidade. Há casos em que é muito difícil para o “maior de idade” voltar para sua “pátria amada”. Mas será que não era melhor ter alguma forma de ajuda aos yonseis que voltaram para seu país de origem e não estão mais dentro do período de readmissão?

quarta geração

Em relação a esses problemas, a Working Holiday pode ajudar um pouco a situação dos yonseis. O divisor de águas do problema do visto para yonsei foi o “Relatório de Reunião Social de Peritos sobre a Cooperação com a Sociedade Nikkei na América Central e do Sul”, apresentada em 9/mar. O relatório apresenta diretrizes nunca antes discutidas.

Nos próximos 50 anos, os pilares do intercâmbio cultural entre o Japão e o Brasil serão, sem dúvidas, os sansei e yonsei. Se estas gerações criadas no Japão servirem de “ponte”, podemos esperar um intercâmbio cultural nunca antes visto. No próximo ano, em que se comemorará 110 anos de imigração, poderá ser o último projeto de comemoração para as gerações convencionais.

A partir do 120º ano de comemoração, o foco principal poderá se voltar aos “novos nikkei” criados no Japão. Os próximos 10 anos serão importantes como “período de troca”.

Todavia, apenas vagas de empregos em fábricas podem gerar uma repulsa pelo Japão. É necessária a elaboração de novas medidas que impeçam os yonsei acabarem “odiando” o Japão.

Na “Proposta voltada à Construção da Sociedade Ativa dos 100 milhões”, publicada em 10/mar por grupos do Partido Liberal Democrata do Japão, estão escritas propostas bem concretas como as seguintes:

“(1) – Antes do estágio de aceitação dos yonsei no Japão, será estipulada a manutenção de um ambiente de educação da língua e cultura japonesa no país atual.

(2) – Será estabelecido um sistema tal como o ‘novo Working Holiday’ para os yonsei aprenderam a língua e a cultura japonesa. Por exemplo, o aprendizado da língua japonesa por 2 ou 3 anos sem a restrição de horários de trabalho será uma obrigação, e os governos locais ou a própria região deverão fornecer um ambiente favorável.

(3) – Em relação ao status de residência futura dos yonsei, sob o ‘novo Working Holiday’, serão abertas discussões enquanto ocorrerá a confirmação do estado de implementação.”

Analisando estas observações, o que está sendo discutido é uma estada temporária de 2 a 3  anos e não a liberação de vistos especiais, que poderão se tornar vistos permanentes futuramente.
Visto para Yonsei
Fonte: IPC Digital com Nikkey Shinbum

terça-feira, 20 de junho de 2017

Japão se prepara para a chegada da 248ª Era

O Japão está trabalhando nos detalhes e uma das grandes preocupações é minimizar qualquer confusão em torno do início da nova era
o parlamento japonês aprovou uma lei para a abdicação do Imperador Akihito

Agora que o parlamento japonês aprovou uma lei para a abdicação do Imperador Akihito, o governo está começando a trabalhar nos detalhes do processo.

Um grande foco é minimizar qualquer confusão em torno do início da nova era. Desde o início da era Meiji em 1868, o Japão designou uma era para cada reinado de um imperador.

A China foi o primeiro país a usar um sistema de era, que posteriormente se espalhou para outras partes da Ásia (Japão, a Península Coreana e o Vietnã).

Como parte do processo de modernização, a China parou de usar eras quando a Dinastia Qing terminou em 1912. Desde então, o Japão tem sido o único a usar tal sistema.

Desde o início da era Taika em 645, o Japão passou por 247 eras, incluindo a atual Heisei, que teve início em 1989 com o Imperador Akihito.

Desta vez, o governo planeja anunciar a novo nome de era meses antes de seu início. Quando o Imperador Showa, o pai do Imperador Akihito, faleceu em 1989, o novo nome de era, a Heisei, foi anunciado 8 horas depois. A mudança no início de um ano afetou o país de diversas maneiras.

era Heisei

 Desta vez, um grupo da indústria de fabricantes de calendários do país está particularmente preocupado e quer saber o nome da nova era o mais rápido possível.

Os bancos no Japão também usam o sistema de era do país em transações de datas. Seus sistemas precisarão ser atualizados.

Atualmente, o Ministério de Assuntos Internos e Comunicação está investigando como uma mudança no nome de uma era poderia afetar as operações do sistema de identificação de segurança social e impostos My Number. As eras japonesas são usadas para registrar a data de nascimento de cada residente. “Queremos verificar se deveríamos modificar o sistema por ele mesmo ou simplesmente mudar uma definição para registrar um residente recém-nascido após o início da nova era”, disse um funcionário responsável pelo registro de residentes.

Enquanto isso, os desenvolvedores de sistemas parecem estar otimistas. “A infraestrutura de nossos sistemas é operada com base em calendários ocidentais e grandes mudanças não serão necessárias”, disse um representante da Fujitsu. “Então, mesmo que um sistema exiba eras japonesas, o trabalho de modificação poderia ser feito de um dia para outro”.
Fonte: Portal Mie com Nikkei

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Comunicado aos japoneses e descendentes residentes em Jales e Fernandópolis

O Consulado Geral do Japão realizará o serviço de atendimento itinerante nos municípios de Jales e Fernandópolis.
Consulado Geral do Japão em São Paulo


※Atendimento gratuito e bilíngue (japonês/português)

A finalidade do atendimento
  • Atualização do Registro Civil Japonês (Koseki)
  • Solicitação e emissão do Passaporte Japonês (Aqueles que solicitarem até o dia 19 de maio (sex), poderão retirar o passaporte  efetuando a comunicação com antecedência ao Setor de Passaporte. Contudo, solicitamos a compreensão caso a emissão imediata não seja possível, devido a fatores como problemas no equipamento de emissão de passaporte.)
  • Cadastramento de eleitor japonês

Datas
Local
Horário
31/mai
(qua.)
   Associação Cultural e Esportiva Nipo-Jalesense 
   Rua Quatorze, 2427 - Jales/SP
13h às 17h
01/jun
(qui.)
   Associação Cultural e Esportiva Nipo-Jalesense
   Rua Quatorze, 2427 - Jales/SP
9h às 12h
   Associação Cultural e Esportiva de Fernandópolis
   Rua Rio Grande do Sul, 1126 - Fernandópolis/SP
13h30 às 17h
02/jun
(sex.)
   Associação Cultural e Esportiva de Fernandópolis
   Rua Rio Grande do Sul, 1126 - Fernandópolis/SP
8h30 às 10h30

Para mais informações, favor entrar em contato com o Consulado Geral do Japão em São Paulo no Setor de Registros.
Tel.: 11 3254-0100
e-mail : cgjcertidao2@sp.mofa.go.jp

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Comunicado aos japoneses e descendentes residentes em Caçapava, Jacareí e Taubaté

Consulado Geral do Japão
O Consulado Geral do Japão realizará o serviço de atendimento itinerante nos municípios de Caçapava, Jacareí e Taubaté.

※Atendimento gratuito e bilíngue (japonês/português).

Principal serviço: Atualização do Registro Civil Japonês (Koseki).

Dias
Lugar
Horário
01/03 Associação Cultural Nipo-Brasileira de Caçapava
Rua Castro Alves, 440 - Vila Santos

12h30 às 16h30
02/03 Bunkyo - Jacareí
Av. Lucas Nogueira Garcez, 1940 - Jd. Esperança
9h às 17h

03/03 Associação Cultural Nipo-Brasileira de Taubaté
Rua Dona Benta, 1104 - Bairro Jardim Gurilândia

9h às 15h

Para mais informações, favor entrar em contato com o Consulado Geral do Japão em São Paulo no Setor de Registros.
Tel.: 11 3254-0100
e-mail : cgjregistro2@sp.mofa.go.jp


quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Outubro tem maior número de entrada de brasileiros no Japão desde 2012

No décimo mês de 2016 desembarcaram no país 7.995 brasileiros
 brasileiros no Japão
 
A entrada de brasileiros no Japão alcançou em outubro o maior número desde 2012, informou o Ministério das Justiça em boletim divulgado na semana passada.

Segundo os dados, no décimo mês de 2016 desembarcaram no Japão 7.995 brasileiros, sendo 1.800 portando autorização de reentrada. Ainda segundo os números, 2.646 brasileiros possuíam visto permanente, de longa duração ou visto de cônjuges e familiares de japoneses e seus descendentes.

A última vez que a Imigração Japonesa registrou número tão alto de entrada de brasileiros no arquipélago foi em dezembro de 2012, quando muitos vieram ao Japão por causa do Mundial de Clubes da Fifa - o Corinthians foi campeão.

Em dezembro de 2012, entraram no Japão 12.677 brasileiros.

Em relação à saída de brasileiros do país, o número também foi alto, mas não chegou a registrar recorde. Em outubro do ano passado, 6.439 brasileiros deixaram o Japão, dos quais 2.076 portavam permissão de reentrada.

Somados os totais entre janeiro e outubro, foram 60.338 entradas contra 48.547 saídas. Ou seja, 2016 poderá ser o primeiro ano de aumento de residentes brasileiros no país desde a crise econômica desencadeada pela falência do banco de investimentos Lehman Brothers, em 2008.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Consulados brasileiros no Japão: confira o atendimento no feriadão

Consulados brasileiros no Japão

O Consulado-Geral do Brasil em Tóquio comunica que não haverá expediente no dia 11 de agosto, feriado japonês, Dia da Montanha. Os consulados de Hamamatsu e Nagoia também não terão atendimento ao público.

Já no feriado de Obon (12, 15, 16, 17, 18 e 19 de agosto), os 3 consulados tendem a receber um elevado número de pessoas. “A fim de prevenir eventual desconforto aos presentes nos dias mencionados, solicita-se aos interessados a gentileza de, na medida do possível, evitarem trazer crianças ou pessoas cuja presença no Consulado não seja obrigatória. Da mesma forma, reitera-se a importância de consultarem nosso site previamente a respeito dos documentos necessários, conforme o serviço a ser solicitado, bem como de facilitarem o atendimento ao trazerem o formulário previamente preenchido”, avisa o Consulado-Geral de Hamamatsu (Shizuoka).

O Consulado-Geral de Nagoia solicita que “caso tenha opção, procure antecipar ou adiar sua vinda para outro período, de modo a evitar longos tempos de espera”, já prevendo filas imensas como ocorre anualmente.

Em Nagoia a entrega das senhas será partir das 08h00, e o horário de expediente será das 08h30 às 12h00.

Os documentos abaixo pedem a presença do requerente:

– Atestado de Vida/Residência;

– Declaração Consular de Estado Civil;

– Autorização de Viagem de Menor;

– Autorização para tirar Passaporte de Menor;

– Procuração pública;

– Reconhecimento de Firma de Pessoa Física;

– Serviço Militar;

– Serviço Eleitoral (retirada de título eleitoral);

– Registro de Nascimento, Casamento e Óbito;

– Passaporte de menor.

Para renovação de passaporte, o interessado deverá trazer:
    Protocolo do formulário impresso;
    Fotografia recente de fundo branco 5×7 (não serve foto tirada em cabine automática. Fotos de cabines automáticas são destinadas ao passaporte japonês);
    Originais e cópias dos documentos necessários;
    Primeiro passaporte de menor: faz-se necessária a presença de ambos os pais e do menor.

Para mais informações, clique no nome de cada consulado para ter acesso à página web:
    Consulado-Geral do Brasil em Nagoia
    Consulado-Geral do Brasil em Hamamatsu
    Consulado-Geral do Brasil em Tóquio 
Fonte: IPC Digital

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Japão: Governo endurece na questão dos estrangeiros ilegais, brasileiros aparecem na lista

estrangeiros ilegais no Japão

O Ministério da Justiça divulgou que o governo pretende adotar uma linha mais dura em relação aos estrangeiros com permanência ilegal, dando ordens de deportação.

O Ministério da Justiça informou que em 31 de maio que dos estrangeiros que receberam ordem para deixar o Japão, 3.606 estão vivendo em “liberdade provisória”, o chamado “karihomen”, atingindo o número máximo em relação ao passado.

Para escaparem da deportação, muitos aplicam para a permanência de refugiado ou contencioso, mas o ministério pretende aplicar medidas mais severas.

O ministério pretende aplicar a deportação aos estrangeiros que entraram de forma ilegal no país ou que trabalham de forma ilegal. Até que eles saiam do país ficam nas instalações de detenção e muitos prolongam sua estadia, por isso, o governo concede o karihomen, por razões humanitárias.

No final de 2005 os estrangeiros com karihomen eram 422 e a cada ano esse número vem aumentando, segundo o boletim do ministério.

Estrangeiros em situação irregular no Japão
Segundo dados de 1º de janeiro de 2015, no ranking dos estrangeiros por país, em situação ilegal no Japão, aparecem os brasileiros. Confira na lista abaixo

   1- Coreia do Sul: 13.634 pessoas
   2- China: 8.647 pessoas
   3- Tailândia: 5.277 pessoas
   4- Filipinas: 4.991 pessoas
   5- Taiwan: 3.532 pessoas
   6- Vietnã: 2.453 pessoas
   7- Malásia: 1.788 pessoas
   8- Indonésia: 1.258 pessoas
   9- Cingapura: 1.066 pessoas
   10- Brasil: 988 pessoas

Pessoas de outros países totalizam 16.373.

Instruções em português para os 2 tipos de saída do Japão
Há dois tipos de saída do Japão para os estrangeiros com permanência ilegal, confira abaixo.

    Espontaneamente ou shukkoku meirei seido: quando ele se apresenta espontaneamente no Departamento de Imigração, com firme intenção de deixar o Japão e com tudo providenciado para isso. Nesse caso, pode retornar ao Japão depois de 1 ano.

    Involuntariamente ou saikyo kyosei: trata-se da ordem de deportação, quando o estrangeiro com permanência ilegal é descoberto e o Departamento de Imigração força a sua saída. Nesse caso, se o Japão permitir que volte, será somente depois de 5 anos.

Para mais informações a respeito dessas instruções em português clique aqui.
Fonte: IPC Digital com Yomiuri

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Hamamatsu mantém posição de cidade com maior número de brasileiros, mostra censo

Aichi abriga cinco das 10 cidades com maior número de residentes brasileiros
Hamamatsu

Dados divulgados pelo Ministério da Justiça indicam que Hamamatsu (Shizuoka), passados quase 27 anos do início do movimento decasségui, continua sendo a cidade do Japão com o maior número de brasileiros.

Segundo o censo feito pelo Ministério no ano passado, dos 10 municípios com maior número de residentes brasileiros, Hamamatsu lidera com 9.203. Em seguida está a cidade de Toyohashi (Aichi), com 6.721 brasileiros. E em terceiro lugar aparece Toyota (Aichi), com 5.765 brasileiros.

A quarta maior cidade em concentração de brasileiros é Oizumi (Gunma), com 4.243 brasileiros. Conhecida como Brazilian Town, Oizumi ficou na frente de municípios como Iwata (Shizuoka), com 3.907 brasileiros; Nagoya (Aichi), com 3.897; e Isesaki (Gunma), com 3.393 brasileiros.

Em oitavo, nono e décimo lugares aparecem as cidades de Okazaki (Aichi), com 3.165 brasileiros; Komaki (Aichi), com 3.019; e Ota (Gunma), com 2.810 brasileiros.

Conforme os dados, Aichi abriga cinco das 10 cidades com maior número de residentes brasileiros, seguida de Gunma, com três, e Shizuoka, com dois municípios.

As 10 cidades com maior número de brasileiros:

Hamamatsu (Shizuoka): 9.203
Toyohashi (Aichi):  6.721
Toyota (Aichi): 5.765
Oizumi (Gunma): 4.243
Iwata (Shizuoka): 3.907
Nagoia (Aichi): 3.897
Isesaki (Gunma): 3.393
Okazaki (Aichi): 3.165
Komaki (Aichi): 3.019
Ota (Gunma): 2.810
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Programa que leva professores para estagiar no Japão está com inscrições abertas

Interessados devem se inscrever até o dia 11 de janeiro
Programa que leva professores para estagiar no Japão
Oportunidade para os professores da rede estadual paulista.
Estão abertas as inscrições para o Estágio em Convivência Multicultural, programa que levará o educador para um estágio em educação na cidade Toyama, no Japão. Para concorrer à vaga é necessário que o interessado seja docente efetivo ou estável da Secretaria, tenha conhecimento básico na língua japonesa, além de idade entre 22 e 39 anos - da inscrição até o início do estágio. As inscrições vão até o dia 11 de janeiro.

Os candidatos interessados devem solicitar as fichas de inscrição pelo e-mail see.mobilidade@educacao.sp.gov.br e encaminhar cópia digitalizada do Exame de Proficiência em Língua Japonesa (Nihongo Noryoku Shiken), currículo com foto e cópia do diploma de graduação e/ou pós-graduação. O estágio tem duração de seis meses e será realizado em uma escola pública de Ensino Fundamental na cidade japonesa.

- Clique aqui e confira os critérios de seleção para o programa .

A última fase de seleção acontecerá na sede da Secretaria da Educação, na capital paulista. Os candidatos que preenchem os critérios farão uma entrevista, prevista para acontecer entre 14 e 15 de janeiro. Todas as despesas da viagem serão cobertas pelo governo de Toyama, como passagem de ida e volta, estadia, transporte em território japonês para cumprimento do programa, além de bolsa em dinheiro.

Os interessados podem tirar outras dúvidas por meio dos telefones (11) 3351-0162 e 0172 ou 3866-0416.
Fonte: Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

sábado, 3 de outubro de 2015

Casais ainda são obrigados a ter o mesmo sobrenome no Japão

casamento-japaoCom o Japão aparecendo constantemente em baixas posições em rankings de igualdade de gênero que englobam países industrializados, a fala do primeiro-ministro Shinzo Abe no sentido de empoderar as mulheres pode ser um alento, mas, segundo artigo publicado no jornal Japan Today, a missão de Abe não será das mais fáceis.

Acontece que as próprias leis japonesas são controversas quanto ao tema. O jornal Japan Today diz que, apesar de ter ratificado a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres, em 1985, o Japão ainda precisa rever as desigualdades existentes em seu próprio Código Civil.

O jornal cita três pontos polêmicos:

1) o artigo 731, que define idades mínimas diferentes para se casar: 18 anos para os homens e 16 para as mulheres;

2) o artigo 733, que proíbe apenas as mulheres de se casarem novamente dentro de seis meses, a menos que ela esteja grávida antes do divórcio. O homem pode;

3) o artigo 750, que diz que o marido e a esposa devem ter o mesmo sobrenome após o casamento.

Os dois últimos artigos já têm pedidos de inconstitucionalidade na Suprema Corte do Japão e devem começar a ser analisados no dia 4 de novembro.

Durante a Era Edo (1603-1867), plebeus não podiam ter sobrenome. A regra que obrigava os casais a terem o mesmo sobrenome veio na Era Meiji (1868-1912).

Em 1996, a Assembleia Legislativa do Ministério da Justiça recomendou que as mulheres pudessem escolher se queriam manter o nome de solteira ou mudar para o sobrenome do marido. Entretanto, os legisladores opuseram-se à mudança, temendo que ela pudesse ser prejudicial aos valores da família e da sociedade.

Uma pesquisa recente mostrou que 48% das pessoas apóiam uma mudança na lei do sobrenome. Dentre as mulheres, esse número é maior, pois muitas delas sentem que a exigência do mesmo sobrenome viola a sua privacidade. Consequentemente, há um grande número de mulheres que continuam a usar seu nome de solteira no trabalho, o que causa imensa confusão.

Exceção à regra é quando um japonês se casa com um estrangeiro, independentemente se é o homem ou a mulher. Nesse caso, não há a obrigatoriedade em se usar o mesmo sobrenome.
Fonte: IPC Digital com Japan Today